Hogwarts 3.0

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Seja bem vindo a Hogwarts Anime, um RPG baseado em Harry Potter que se passa mais de 100 anos depois da morte de Voldemort. Os photoplayers usados são apenas de anime, hq e de jogos, os avatares têm o tamanho de 200x400 e as assinaturas tem limite máximo de 500x300.

Agosto de 2123.
Dezessete anos após a guerra contra a Inquisição Moderna. Ex-alunos e docentes de Hogwarts estão se preparando para uma reunião dentro do castelo, enquanto os novos alunos da escola fazem seus preparativos para irem a Hogwarts.
24/11▼
23/11▼Fim da Trama "Guerra da Inquisição" ▼
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Capítulo 1

 :: Trama

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Capítulo 1

Mensagem por Mitshie Lestrange em Ter Nov 27, 2012 1:33 am





O Pentágono.
Estados Unidos da América - 26 de Março de 2085
Preston Bickerton não aceitava falhas. E em todo o seu mandato poucas coisas haviam sido acusadas de falharem, e quando isso ocorria, Preston sempre conseguia reverter o quadro com histórias. Nas eleições - em 2081 -, usava argumentos como Eu Sei O Que é Querer Proteção, e até mesmo Um Dia Meu Filho Se Acidentou E Eu Não Pude Encontrar O Culpado, e algumas vezes, O Povo Americano Precisa De Justiça. Inúmeras foram as táticas, quatro anos atrás, e agora ali estava: caminhando com seus sapatos elegantes, pretos e brilhantes por conta de alguém ter ficado lustrando o par por horas. Era seu último ano de mandato, e as coisas que não haviam saído dos trilhos antes, não poderiam em hipótese alguma sair dos trilhos naquele momento. Precisava, afinal, se reeleger. As descobertas recentes atrapalhavam seus planos - e ele não gostava que fizessem isso.

ㅤㅤA primeira coisa que aconteceu naquela sala foi todos os convidados sentarem-se, inquietos, perguntando-se o que seria tão importante a ponto de levar o presidente dos Estados Unidos a convocar uma reunião com tanta gente. E ali haviam os mais variados tipos de pessoas: havia gente do exército, do governo americano, cientistas, etc. Mas o que mais chamou a atenção dos demais fora o fato de Preston Bickerton ter chamado pessoas de outros países - havia uma série de presidentes, todos com trajes simples, mas com características extremamente marcantes de seus países e culturas. Ele tinha planejado aquilo durante alguns dias, para que, se não todos, pelo menos a maioria dos seus colegas conseguisse comparecer àquela reunião.

ㅤㅤEntrou na sala e automaticamente o burburinho foi desfeito. O presidente não era um homem charmoso: tinha estatura baixa, era calvo, de olhos castanhos, e ainda tinha uma barriga saliente por baixo do terno que usava. Conseguia inspirar os americanos, principalmente com sua voz que apresentava tanta convicção, e mesmo sendo baixo e gordinho, também possuía uma imponência na voz e na postura. Preston pegou um lencinho e passou-o pela testa, nervoso e limpando o suor. Postou-se no canto da mesa, impaciente enquanto seus subordinados pareciam atrapalhar-se em colocar, no centro, um pequeno aparelho redondo.

ㅤㅤㅤ── Fico contente que estejam aqui, caros colegas. Eu creio que não sabem o motivo de estarem aqui a esse horário da manhã - ou da madrugada, como preferirem. - eles deram algumas risadas baixas, o que o deixou mais relaxado a ponto de prosseguir: ── Nessa semana nós, dos Estados Unidos, recebemos um vídeo estranho. Não sabemos o que isso significa, mas, de alguma forma, temo ser o pior. Vejam vocês mesmos...

ㅤㅤFez um gesto, mais impaciente ainda, e os garotos que tentavam instalar o HP-300X (uma sigla boba para Projetor Holográfico 300) obtiveram sucesso: afastaram-se e as luzes da sala, localizada em um dos andares subterrâneos d’O Pentágono, agora começavam a se apagar. O projetor era ativado com simples toque e, diante os olhos dos demais, um raio fino e discreto, de cor roxa, começava a surgir. Acima dele, filmagens em uma qualidade não lá muito boa começavam a desenhar-se. O HP-300x era um projetor holográfico, que fora desenvolvido não muitos anos antes e que reproduzia as imagens holograficamente, de acordo com a filmagem feita.

ㅤㅤO holograma tinha uma qualidade alta - mesmo com algumas interferências da qualidade da filmagem. Quem tinha filmado usava um celular - que nem mesmo parecia de uma tecnologia muito alta, visto que possuía uma qualidade de áudio e imagem baixas demais. Que diabos era aquilo? Um homem olhava para os lados. Era um homem de vestes brancas que estava a poucos metros de distância, em um local onde havia ocorrido um acidente entre dois carros. Uma mulher estava deitada no chão, inconsciente, e o desespero parecia deixar o médico aflito. O homem era um jovem, e pensando que ninguém estava o vendo, retirou de dentro da manga do uniforme um objeto comprido, de cor escura, fino e estreito. O médico agitou a varinha, e fez com que ataduras surgissem. O zoom focou-se nele, exclusivamente. O sangue imediatamente manchou as ataduras que agora enrolavam-se em um processo automático ao redor do local da ferida. Um simples ferula, usado para estancar o sangue, conjurado por um bruxo qualquer, mestiço, e que sequer tinha ideia de que estavam o filmando. Um qualquer na Sociedade Mágica, sem importância alguma… Até agora.

ㅤㅤNão era mesmo um truque simples e barato de mágica. Diante dos olhos atenciosos dos diversos espectadores, Preston congelou a cena com um apertão e um controle remoto que tinha o tamanho do seu dedo mindinho.

ㅤㅤㅤ── Como podem ver -, começou, depois de um suspiro pesado e cansado: aquilo estava lhe tirando o sono desde que recebera uma filmagem daquelas. ── Esse vídeo não foi um truque. Foi o primeiro que recebemos, e desde então… Parece que há um grupo que anda procurando em todo e qualquer lugar indícios de… De… Atividades assim. Também providenciamos câmeras de vigilância pelas maiores cidades do nosso país. Temos recebido alguns resultados, mas nunca tão claramente. Por sorte não foi parar no youtube ou nos jornais. Seria um escândalo sem fim. O que está acontecendo… É o fato de que se isso chegar aos ouvidos de nossas populações, vai ser um escândalo, sim, mundial. Precisamos tomar uma atitude, e logo.

ㅤㅤAquele, pelo visto, era apenas o início.


Roney Sellers sempre orgulhou-se de conseguir manter segredo da existência da bruxaria. A primeira vez em que um bruxo pisara no seu gabinete, de Primeiro-Ministro, fora para dar um simpático “alô, nós existimos”. Ele conseguira suportar toda a loucura, e até mesmo trocaram algumas palavras que iam além de como o trabalho de Primeiro-Ministro era loucura, incômodo e, principalmente, estressante. Roney tinha uma sala clara, com uma bandeira do seu país pendurada em um quadro na parede e, neste momento, fitava a mesma de maneira tensa. Estava com o quadril encostado sobre a própria mesa, onde havia uma série de papeis, documentos para assinar, petições para analisar… Estressante. A noite já caía e a primeira cosia que Roney fez após sair d’O Pentágono foi ligar para sua esposa, Alice, e lhe dizer que estava atolado de trabalhos no seu escritório e, que, por isso, deveria ficar até mais tarde. Ela pedira-lhe para que fosse para casa, que levasse o trabalho.

ㅤㅤMas, é claro, ele disse não. O que diria para a mulher se ela visse um homem saindo da lareira, trajando vestes escandalosas e estridentes? Não, não. Melhor deixar as coisas naquele silêncio, mesmo que fosse um silêncio momentâneo. Sim, porque ele tinha certeza de que, cedo ou tarde, os dois mundos iriam colidir. E seria muito mais cedo do que ele imaginara. Estava pensando na primeira vez em que se deparara com o Thales Dewew (um cara alto, esguio e de feições intimidadoras - o contrário de Roney, com sua estatura baixa, seus cabelos grisalhos, bigode e barba bem feitos e sem muito corpo). E foi justamente por estar concentrado demais em como falar o que tinha para falar que ele se sobressaltou quando um “clack” foi ouvido e, bem diante seus olhos o mesmo bruxo alto e esguio surgiu, rodopiando até que parasse de frente para a lareira.

ㅤㅤㅤ── Incrível que mesmo com o passar dos anos, aparatar ainda me dê tanta dor de cabeça. - Ele ouviu, e como Roney arriscou-se a pigarrear, Thales resolveu que já era hora de fitar o outro Primeiro-Ministro. Acenou com a varinha, fazendo com que uma poltrona de couro surgisse ali, fez com que a lareira se acendesse aqui e conjurou sem vergonha uma garrafa com um líquido escuro. Uma pequena bandeja de prata surgiu e, sobre ela, duas tacinhas haviam sido conjuradas.
ㅤㅤㅤ── Você está louco?! Se alguém aparecer aqui, agora, e ver isso… As coisas já estão feias demais para o seu povo! - Roney não tinha medo de bruxos até conhecer um. Até descobrir que muitas coisas que ocorriam no mundo “trouxa” era culpa dos bruxos. E não se importou muito sob o olhar acusador e inquisitivo de Thales: seguiu até a porta e trancou-a. Voltou-se para o outro, caminhando na direção deste com o dedo indicador em riste. ── O que vocês pensam quando fazem com que as coisas apareçam do nada?!
ㅤㅤㅤ── Vá direto ao assunto, homem. Hoje é aniversário da minha filha, e eu iria sair mais cedo do trabalho não fosse você me chamar. E apenas conjurei um whisky de fogo… Embora eu não espere que você saiba o que é isso. - Acrescentou, impaciente. Bebeu um gole do whisky, sentindo o líquido descer pela garganta e um arrepio lhe percorrer o corpo. ── Diga logo, eu não tenho a noite inteira.
ㅤㅤㅤ── Não, não! Não vou dizer. Irei fazer melhor: veja.

ㅤㅤRoney afastou-se. Thales apenas observou com os olhos castanhos, atento a qualquer movimento suspeito. E Roney colocou um pequeno disco em cima da mesa, apertando um botão. Diante os olhos dos Primeiros-Ministros, as imagens foram se formando. A taça não caiu por estar enfeitiçada e ter levitado antes de atingir o chão, seguindo de volta para a bandeja - que pouco depois pousou sobre a mesa, com taças e garrafa de whisky.

ㅤㅤㅤ── Diga que isso é uma brincadeira. - Pediu Thales, não sabendo se deveria ficar furioso, amedrontado, ou assombrado. Optou por ficar nervoso. ── Diga-me, pelo amor de Merlim, que é uma brincadeira e que não descobriram nada. E nem que você disse nada![ -
ㅤㅤㅤ── Eu, contar? - Roney permitiu-se dar uma risada alta, ignorando até mesmo a expressão utilizada pelo outro homem. ── Tem noção que eu estaria demitido se tivesse falado “então, não se preocupem, eles são pessoas da paz e eu conheço um deles, porque ele foi até meu gabinete uma vez, pouco depois das eleições”? Francamente, você parecia mais esperto da primeira vez que conversamos!

ㅤㅤThales ficou emudecido. Eles tinham descoberto tudo?! E quem aquele maldito médico que havia conjurado as malditas ataduras? Passou as mãos pelos cabelos negros.

ㅤㅤㅤ── O que pretendem fazer?
ㅤㅤㅤ── Não sei, Thales. - Começou, ignorando pacientemente o xingamento do outro. ── Infelizmente, nada foi decidido. Eu apenas avisei porque… Se fosse com o meu povo, eu iria gostar de saber. Com antecedência. Não sei se isso vai ou não cair nos jornais. Tivemos a reunião cedo, mas não foi nada confirmado. Não sabemos também o que vocês são capazes de fazer, se vão fazer uma oferta de Paz. Não sabemos nada. Apenas Preston e, talvez, Deus sabem o que se passa na cabeça daquele homem.

ㅤㅤAmbos suspiraram, cansados. Ser Primeiro-Ministro jamais fora algo fácil, mas agora… Thales afastou-se, incomodado, caminhando pela sala de um lado para o outro, em silêncio. Roney respeitou o silêncio do outro. Até que, repentinamente, ambos se observaram.

ㅤㅤㅤ── Obrigado, Roney. Nunca esperei que uma situação dessas acontecesse enquanto eu estivesse nesse cargo, mas, já que ocorreu, o jeito talvez seja tentarmos uma oferta. Agradeço pela preocupação, agora, se me dá licença… Eu tenho algumas coisas pendentes a resolver. - Thales forçou um sorriso e, mesmo ali, diante do trouxa, pegou um aparelho celular, pequeno. Discou algumas coisas e respirou fundo. ── Becky… Eu vou ter que ficar no Ministério. - Silêncio, provavelmente pela mulher estar brigando com ele. ── Eu sei. Eu sei, eu sei! Me desculpa, Becky! Mas isso é algo que pode afetar diretamente a sociedade bruxa! - Ele ia falando, caminhando de um lado para o outro, já irritado. Até parar, de frente para a lareira e desabafara, com uma voz um pouco mais alterada do que o planejado: ── A sociedade mágica foi descoberta. Preciso falar com o Ministro.

ㅤㅤThales aparatou para longe, esquecendo-se do whisky de fogo. Roney Sellers o observou, e sem entender direito, bebeu um longo gole. De tantas coisas para acontecerem, para descobrirem, por que justo aquela?


ADM, qualquer dúvida, MP!

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Mitshie Lestrange
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Sangue: Azul, tá pensando o que?
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